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A venda de fantasias para o carnaval, considerada abaixo da expectativa no centro da capital, está “bombando” no ateliê de Maria José de Araújo, no bairro da Serraria, parte alta da capital. Ela não apenas fabrica, como também vende e aluga o ano todo as mais diversas indumentárias, atualizadas e apropriadas para quem estiver interessado em brilhar durante o reinado de Momo.

“Felizmente, a procura cresceu muito nos últimos dias. Um dos fatores positivos é a volta do bloco Pinto da Madrugada. Várias são as famílias que vieram aqui e encomendaram fantasias de tudo o que é temática, mas principalmente as que mostram situações do mundo político”, disse Maria José à Gazeta, ontem à tarde.

Muito sorridente, Maria costuma recepcionar fantasiada a sua clientela. “Estou sempre em clima de festa”, afirmou, enquanto observava sua nora, a costureira Rose Araújo, ajustar parte de fantasia que será usada pela matriarca de uma das famílias da região. “São muitas as mães que encomendaram fantasias para seus filhos”, disse.

A encomenda de uma mãe que quer desfiliar de policial federal, ao lado dos cinco filhos menores, todos trajados com fardamento listrado e com o número 171, numa referência ao artigo do Código Penal Brasileiro que descreve o crime de estelionato, é exemplo das demandas que tem recebido.

“Vai ser muito divertido vê-la desfilando com os filhos vestidos de ladrões”, comentou, reforçando que muitos dos clientes apostam em temática ligada à política brasileira. “É natural que se invista em fantasias inspiradas na política nacional”, comentou, sob risos da psicopedagoga Fátima Ferreira, professora aposentada da rede pública e responsável pelos acessórios que robustecem as fantasias da loja. “A clientela é sempre muito criativa”, complementou.

OPORTUNIDADE As fantasias disponíveis têm preço acessível, garantem as duas empreendedoras, podendo ficar “mais baratas” em caso de aluguel, recurso muito utilizado pelos estudantes do ensino médio e do superior. “Hoje em dia, vai-se fantasiado à aula da saudade de cursos superiores”, comenta Fernanda Ferreira, filha de Fátima. “Quando terminei o segundo grau, todos se fantasiaram para a festa de despedida da turma”, recordou.

A mudança dos hábitos do consumidor, sobretudo o que frequenta estabelecimentos educacionais, explica por que o ateliê de Maria tem movimento o ano todo e gera renda para costureiras que lhe prestam serviço diariamente.

Explica-se: além das costureiras que estão em ação na empresa, Maria direciona serviço extra às profissionais que trabalham em casa. Com a chegada do período carnavalesco, o ritmo de trabalho tem sido acelerado.

“Não tem faltado oportunidade de trabalho, principalmente porque muita gente precisa de adaptação em fantasia”, comentou, lembrando que o “sucesso do negócio” passa também pela atualização em relação ao que está na moda, em filmes ou em novelas.

 

Fonte: Gazeta de Alagoas